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Valentinos - Avante (2010)

Comece a saborear lentamente pela faixa 5 (Caixeiro Viajante). Depois dessa calmaria divina causada pelos teclados e solos de guitarra, pule para a faixa 9 (OSPA – Perto Daqui). Esses dois extremos mostram o quanto o rock gaúcho pode transitar pelos timbres diversos com qualidade.

Na estrada praticamente desde 2008, os portoalegrenses lançaram, no início de 2010, o álbum Avante, pelo Beco 203 Discos. As 11 faixas do CD foram gravadas nos estúdios Marquise 51 e Estúdio Soma, com a produção de Ray-Z, masterizado na Carolina do Norte/EUA por Dave Locke. O trabalho tem influência clara do BritPop, mas vai além.

Pra quem curte o “algo mais”, o álbum contém uma faixa multimídia curta-documental que conta a história da banda, com gravações e cenas de shows, realizado pela produtora Coletivo Inconsciente. A projeção de um próximo álbum já existe e músicas novas com bandolins e outras ‘experimentalidades’ são tocadas na turnê da banda.  Enquanto isso, a gente vai curtindo as músicas (que grudam no cérebro) dos caras.



Mais que Nunca
Valentinos

O.S.P.A - Perto Daqui
Valentinos

Bárbara Eugênia - Journal de BAD (2010)

A cantora e compositora Bárbara Eugênia, carioca radicada em São Paulo, acaba de lançar seu primeiro álbum, intitulado "Journal de BAD", contando com a participação de gente de peso.

Não, amigo(a), para o bem ou para o mal, Bárbara Eugênia não é uma cantora/compositora fofa nem fez um disco idem.” Journal de BAD é passional e por vezes sincero demais, onde Bárbara  canta letras vividas por ela mesma, apesar dos floreios. O disco trás várias referências musicais, do rock à psicodelia, da chanson à MPB, que juntam-se aos belos arranjos e à envolvente voz de Bárbara.

O disco conta com a participação de nomes reconhecidos como Karina Buhr, Otto, Edgard Scandurra, Tom Zé, entre outros tantos. A banda é composta por Junior Boca (guitarra, violão, produção e direção musical), Dustan Gallas (baixo, piano, órgão, teclados, mixagem e produção) e Felipe Maia (bateria).


 
 
 
 
 
Embrace My Heart And Stay
Bárbara Eugênia
 

Haru (live)
Bárbara Eugênia

Marcelo Jeneci - Feito Pra Acabar (2010)

Marcelo Jeneci, músico e compositor paulista, acaba de lançar o tão esperado disco de estréia, chamado "Feito Pra Acabar". Jeneci tem composições conhecidas, como a famosa "Amado", na voz de Vanessa da Mata, e agora se junta, ao lado de Laura Lavieri, à nova leva de músicos da MPB.

"Feito Pra Acabar" conta com letras bem construídas e experimentalismos bem encaixados, trazendo, ainda, várias influências, do baroque pop (já conhecido por aqui, certo?) à música caipira.

As vozes de Marcelo Jeneci e Laura Lavieri - que aparece em quase todas as faixas - combinam perfeitamente e se misturam às belas melodias, dando corpo às lindas composições do músico paulista.


 
 
 
 
 
Felicidade
Marcelo Jeneci 

Feito pra acabar (live)
Marcelo Jeneci

Obs.: Essa foi mais uma boa indicação do @balaco (:


Homem Invisível


Homem Invisível é o nome da banda paulistana formada por Felipe Parra, Caio Filipini, Tiago Archela, Angelo Kanaan e André Spera. Mistura de sons é uma das principais características da banda. Um pouco de folk, um pouco de country, muito de rock, e outras tantas vertentes, juntas às letras, vêm chamando a atenção do público, fato que se repitiu há alguns meses, quando eles tocaram no Goma.

Homem Invisível - 2 x 1

Nesse dia tive a oportunidade de entrevistar os rapazes, junto com o pessoal do MIU, entrevista que, na verdade, foi mais uma conversa bem humorada, outra boa característica da banda. Confiram:

O som de vocês é bem característico, quais são as influências presentes na banda?
 Futebol... (risos) A gente gosta de muita coisa americana, então acabamos usando bastante coisa de rock, aliás, a gente acaba mesclando os ritmos americanos que gostamos, como o country. A gente - na verdade acho que a culpa é mais minha (Felipe) nesses últimos eventos - usa às vezes um pouco de coisa de ska, espero que dê certo.. (risos). Mas a ideia é basicamente misturar coisas que não tenham só exatamente a ver com o rock, como Wilco e bastante música caipira daqui.
 

Vocês têm um projeto chamado “Laboratório Invisível”, onde bandas são convidadas e tocam músicas de outros artistas, com a participação de vocês. Como é essa experiência?
Acho que é a coisa mais divertida que a gente faz. A idéia é a gente chamar sempre bandas e artistas e fazer uma coisa meio que um laboratório mesmo, no sentido de que não tem ensaio, o cara chega lá e não sabe que música ele vai tocar. Chamamos, por exemplo, o Nereu do Trio Mocotó, que é um cara do samba rock, que tocava com o Jorge BenJor, e ele tocou Vampire Weekend no pandeiro. E a gente acaba tirando as músicas geralmente antes e, na hora que a gente vai fazendo, sai uma coisa completamente diferente.
 
Vocês saíram da capital paulista e estão fazendo shows em cidades do interior, qual a expectativa e o que vocês já perceberam de diferente até agora?
A gente sempre acha que tocar no interior é muito mais legal do que em São Paulo. É interessante até porque nem todos nós somos da capital, por isso não tem tanto impacto de sentir a diferença. Mas acho que a principal diferença que eu vejo, e isso não é de hoje, é a receptividade das pessoas, em São Paulo tem tanta coisa que a galera fica meio blazé, meio “ah, mais uma bandinha” (risos). No interior é bem legal, a gente se diverte mais. Das experiências que a gente teve até agora no interior parece que a galera presta mais atenção. No interior a gente tem uma receptividade mais calorosa.

Eles já lançaram um disco em 2009, pela Monga Records, e esse ano fizeram uma turnê pelo interior de São Paulo e algumas outras cidades. Vale a pena escutar as músicas, e se tiverem a oportunidade de ir ao show do Homem Invisível, melhor ainda, eles são ótimos ao vivo!