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Conheça Purity Ring e a excelente faixa "Fineshrine"





O excelente Purity Ring, projeto paralelo de Corin Roddick – integrante do não menos incrível Gobble Gobble – e Megan James – antiga integrante da banda –, conquistou resultados bastante positivos com seu primeiro álbum, o Shrines, de 2012. Com Megan no vocal e Corin nos instrumentos, o estilo do duo de Montreal é bem parecido com o do último álbum do Crystal Castles, intitulado “III”, e eles também têm uma sonoridade bastante similar com a da hypada Grimes. O inusitado de tudo isso? As três bandas são canadenses. O que nos faz pensar que o Canadá merece todo o respeito e já faz escola no que podemos denominar de witch house/chillwave/pop futurista. Este primeiro álbum recebeu nota 8.4 do Pichfork e 9 da NME e, para um projeto paralelo, está ótimo, não?

Destaca-se no álbum a densa “Fineshrine”, composta de muito experimentalismo e batidas deliciosas de R&B, além de um clima dark, que resume bem a sonoridade encontrada no álbum, que apesar de nos fazer lembrar bastante de Grimes, se diferencia principalmente pelo vocal da Megan James ser um pouco mais pop. 

Versos complexos como “You’d make a fine shrine in me/You’ll build a fine shrine in me”, mesclados com a batida contagiante do duo e uma pitada de pop: é essa a receita que o Purity Ring utiliza, construindo um clima alucinante! Confira o clipe de "Fineshrine":

Conheça os americanos do Trapdoor Social

Convenhamos, é bem comum encontrarmos bandas independentes/alternativas formadas por nerds, mas um duo formado por estudantes que se conheceram no curso de Análise Ambiental, em uma faculdade da Califórnia, é uma novidade. Pois bem, o Ok! Annie te apresenta agora a banda Trapdoor Social, formada por Merritt Graves (vocal) e Skylar Funk (guitarra e vocal).

Com seis músicas, o primeiro EP deles, denominado Death Of A Friend, saiu em dezembro de 2012. E como bem percebe-se, eles não possuem um baterista. Para este primeiro trabalho, então, o duo contou com a participação de nada mais nada menos que Jason McGerr, baterista do Death Cab for Cutie. A sonoridade e o estilo da banda se assemelham ao próprio Death Cab, com melodias tristes/reflexivas e marcantes, mas, acima de tudo, belas; a banda também lembra o The Killers e um pouco do Muse.
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“Away” é a música mais viciante do EP e começa com um assovio grudento, acompanhado pela bateria tocada pelo McGerr. Logo em seguida entra o vocal carregado de emoção de Merritt Graves, que se encontra no meio do caminho com uma guitarra pulsante, que, por sua vez, mistura-se com um teclado que dá um toque a mais na melodia, ao lado do backing vocal. Ufa! Essa música mostra bem que eles não estão ocupados apenas tentando salvar o mundo, sendo grandes defensores da energia renovável.
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The Lumineers emplaca com single "Ho Hey"

Composta por Wesley Schultz (guitarra e vocal), Jeremiah Fraites (bateria) e pela multi-instrumentista Neyla Pekarek (violoncelo, piano, bandolim e vocal), a banda americana de folk rock The Lumineers tem apenas um álbum (homônimo), gravado em 2012. No entanto, eles já possuem um currículo invejável.


Muito bem falado pela maioria dos críticos musicais, este primeiro disco está entre os 10 mais vendidos nos Estados Unidos e no Reino Unido e, como se não bastasse, o single “Ho Hey” é uma das músicas mais ouvidas do Last.fm, possuindo mais de 250.000 ouvintes. O single em questão é um fenômeno viciante, com uma letra fofinha que começa com “I've been trying to do it right /I've been living a lonely life” (profundo), tudo isso acompanhado de um violão e um “ho hey”, “hey ho” - que, mesmo com todas as diferenças, me fez lembrar Ramones - sendo cantado no fundo, até que o ritmo vai aumentando e a vontade de cantar também! São menos de 3 minutos de uma atmosfera ímpar, que poucas bandas possuem. Ouça e tire suas conclusões.
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Não menos bela e inspiradora é a “Stubborn Love”, composta por versos românticos, gritinhos (os fofos  também gritam), e um violoncelo marcante e incrível. De arrepiar!
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Pitanga madura




Quem não conhece Mallu Magalhães, a menina pródiga da música brasileira, que, em 2008, irritou plateias com tchubarubas e papapapapás? Mas, acho que a pergunta que vem a calhar hoje é: quem conhece Mallu Magalhães? Estou falando de música, pois, na verdade, é isso que fica, e não da menina de 19 anos, que namora o cara barbudo daquela banda barbuda, ex-Anna Júlia. Se bem que aqui, acho que o relacionamento com Marcelo Camelo pode ser importante sim.

Enfim, onde quero chegar é no último disco de Mallu Magalhães. Pitanga (2011) é um tapa na cara da sociedade vestida de rede globo. Quem conheceu a menina do Tchubaruba e só ficou por aí - porque no disco de 2009 a menina já evoluíra um pouco, com “Shine Yellow”, “Versinho Número Um”, “Make It Easy”, etc - com certeza vai estranhar quando ouvir esse seu novo trabalho. Mallu está madura, em todos os sentidos, tanto fisica, como musicalmente, e parece não mais se importar com o que veiculam dela por aí, como afirma em “Velha e Louca”, faixa de abertura do CD, que diz “Pode falar que eu nem ligo / Agora amigo, eu tô em outra”. Realmente está em outra.

No disco, podemos sentir a clara influência dos sons brasileiros, que estiveram quase de fora dos anteriores. “Sambinha bom”, “Olha só moreno” e “Ô Ana” são uma prova disso. Não que os versos em inglês tenham sido abandonados, mas agora eles vem mais trabalhados e menos pretensiosos, também mesclados com ritmos brazucas. Aí entra o trabalho e a influência de Camelo, um dos produtores de Pitanga. Quem ouviu o último CD do músico e se encantou com os metais quase hermanos, vai perceber que eles estão presentes nessa nova Mallu Magalhães. Toque Dela, por muitos, foi definido como um disco romântico, com remetente, apesar de a namorada do cantor só dar sua colaboração na linda “Vermelho”, Pitanga, então, pode ser uma resposta.

As canções mais bonitas do CD com certeza são as românticas “Baby, I’m Sure” (“Todo dia a gente tem um ao outro / Manhã cedo agora é bom de levantar / Toda dor que me aparece eu te conto/ Você me cura sem sequer notar”) e “In the morning” (“Só pra constar nos registros por aí / Que todo meu amor é seu / Só pra contar pra quem quiser ouvir / Que eu encontrei alguém”). Uma declaração de amor sem medo de ser piegas, revelando uma sinceridade que há muito não ficava exposta. A maturidade vem daí. Mallu Magalhães cresceu, aprendeu a ouvir e a fazer boa música e soube aproveitar ao máximo a influência romântica e musical de seu namorado.

Mallu Magalhães - Velha e Louca
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Uma pitanga, quando verde, é de amargar e arrepiar a espinha, mas quando madura, tão laranja que quase vermelha, é suave e por vezes doce. A pitanga da jovem musicista demorou um tempo, mas parece que, enfim, amadureceu, e os que ainda a julgam azeda, com certeza não a provaram nesta época.