O excelente Purity Ring, projeto paralelo de Corin Roddick – integrante do não menos incrível Gobble Gobble – e Megan James – antiga integrante da banda –, conquistou resultados bastante positivos com seu primeiro álbum, o Shrines, de 2012.
Com Megan no vocal e Corin nos instrumentos, o estilo do duo de Montreal é bem parecido com o do último álbum do Crystal Castles, intitulado “III”, e eles também têm uma sonoridade bastante similar com a da hypada Grimes. O inusitado de tudo isso? As três bandas são canadenses. O que nos faz pensar que o Canadá merece todo o respeito e já faz escola no que podemos denominar de witch house/chillwave/pop futurista.
Este primeiro álbum recebeu nota 8.4 do Pichfork e 9 da NME e, para um projeto paralelo, está ótimo, não?
Destaca-se no álbum a densa “Fineshrine”, composta de muito experimentalismo e batidas deliciosas de R&B, além de um clima dark, que resume bem a sonoridade encontrada no álbum, que apesar de nos fazer lembrar bastante de Grimes, se diferencia principalmente pelo vocal da Megan James ser um pouco mais pop.
Versos complexos como “You’d make a fine shrine in me/You’ll build a fine shrine in me”, mesclados com a batida contagiante do duo e uma pitada de pop: é essa a receita que o Purity Ring utiliza, construindo um clima alucinante! Confira o clipe de "Fineshrine":
Convenhamos, é bem comum encontrarmos bandas independentes/alternativas formadas por nerds, mas um duo formado por estudantes que se conheceram no curso de Análise Ambiental, em uma faculdade da Califórnia, é uma novidade. Pois bem, o Ok! Annie te apresenta agora a banda Trapdoor Social, formada por Merritt Graves (vocal) e Skylar Funk (guitarra e vocal).
Com seis músicas, o primeiro EP deles, denominado Death Of A Friend, saiu em dezembro de 2012. E como bem percebe-se, eles não possuem um baterista. Para este primeiro trabalho, então, o duo contou com a participação de nada mais nada menos que Jason McGerr, baterista do Death Cab for Cutie. A sonoridade e o estilo da banda se assemelham ao próprio Death Cab, com melodias tristes/reflexivas e marcantes, mas, acima de tudo, belas; a banda também lembra o The Killers e um pouco do Muse.
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“Away” é a música mais viciante do EP e começa com um assovio grudento, acompanhado pela bateria tocada pelo McGerr. Logo em seguida entra o vocal carregado de emoção de Merritt Graves, que se encontra no meio do caminho com uma guitarra pulsante, que, por sua vez, mistura-se com um teclado que dá um toque a mais na melodia, ao lado do backing vocal. Ufa! Essa música mostra bem que eles não estão ocupados apenas tentando salvar o mundo, sendo grandes defensores da energia renovável.
Composta por Wesley Schultz (guitarra e vocal), Jeremiah Fraites (bateria) e pela multi-instrumentista Neyla Pekarek (violoncelo, piano, bandolim e vocal), a banda americana de folk rock The Lumineers tem apenas um álbum (homônimo), gravado em 2012. No entanto, eles já possuem um currículo invejável.
Muito bem falado pela maioria dos críticos musicais, este primeiro disco está entre os 10 mais vendidos nos Estados Unidos e no Reino Unido e, como se não bastasse, o single “Ho Hey” é uma das músicas mais ouvidas do Last.fm, possuindo mais de 250.000 ouvintes.
O single em questão é um fenômeno viciante, com uma letra fofinha que começa com “I've been trying to do it right /I've been living a lonely life” (profundo), tudo isso acompanhado de um violão e um “ho hey”, “hey ho” - que, mesmo com todas as diferenças, me fez lembrar Ramones - sendo cantado no fundo, até que o ritmo vai aumentando e a vontade de cantar também! São menos de 3 minutos de uma atmosfera ímpar, que poucas bandas possuem. Ouça e tire suas conclusões.
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Não menos bela e inspiradora é a “Stubborn Love”, composta por versos românticos, gritinhos (os fofos também gritam), e um violoncelo marcante e incrível. De arrepiar!
Quem não conhece Mallu Magalhães, a menina pródiga da música brasileira, que, em 2008, irritou plateias com tchubarubas e papapapapás? Mas, acho que a pergunta que vem a calhar hoje é: quem conhece Mallu Magalhães? Estou falando de música, pois, na verdade, é isso que fica, e não da menina de 19 anos, que namora o cara barbudo daquela banda barbuda, ex-Anna Júlia. Se bem que aqui, acho que o relacionamento com Marcelo Camelo pode ser importante sim.
Enfim, onde quero chegar é no último disco de Mallu Magalhães. Pitanga (2011) é um tapa na cara da sociedade vestida de rede globo. Quem conheceu a menina do Tchubaruba e só ficou por aí - porque no disco de 2009 a menina já evoluíra um pouco, com “Shine Yellow”, “Versinho Número Um”, “Make It Easy”, etc - com certeza vai estranhar quando ouvir esse seu novo trabalho. Mallu está madura, em todos os sentidos, tanto fisica, como musicalmente, e parece não mais se importar com o que veiculam dela por aí, como afirma em “Velha e Louca”, faixa de abertura do CD, que diz “Pode falar que eu nem ligo / Agora amigo, eu tô em outra”. Realmente está em outra.
No disco, podemos sentir a clara influência dos sons brasileiros, que estiveram quase de fora dos anteriores. “Sambinha bom”, “Olha só moreno” e “Ô Ana” são uma prova disso. Não que os versos em inglês tenham sido abandonados, mas agora eles vem mais trabalhados e menos pretensiosos, também mesclados com ritmos brazucas. Aí entra o trabalho e a influência de Camelo, um dos produtores de Pitanga. Quem ouviu o último CD do músico e se encantou com os metais quase hermanos, vai perceber que eles estão presentes nessa nova Mallu Magalhães. Toque Dela, por muitos, foi definido como um disco romântico, com remetente, apesar de a namorada do cantor só dar sua colaboração na linda “Vermelho”, Pitanga, então, pode ser uma resposta.
As canções mais bonitas do CD com certeza são as românticas “Baby, I’m Sure” (“Todo dia a gente tem um ao outro / Manhã cedo agora é bom de levantar / Toda dor que me aparece eu te conto/ Você me cura sem sequer notar”) e “In the morning” (“Só pra constar nos registros por aí / Que todo meu amor é seu / Só pra contar pra quem quiser ouvir / Que eu encontrei alguém”). Uma declaração de amor sem medo de ser piegas, revelando uma sinceridade que há muito não ficava exposta. A maturidade vem daí. Mallu Magalhães cresceu, aprendeu a ouvir e a fazer boa música e soube aproveitar ao máximo a influência romântica e musical de seu namorado.
Mallu Magalhães - Velha e Louca .
Uma pitanga, quando verde, é de amargar e arrepiar a espinha, mas quando madura, tão laranja que quase vermelha, é suave e por vezes doce. A pitanga da jovem musicista demorou um tempo, mas parece que, enfim, amadureceu, e os que ainda a julgam azeda, com certeza não a provaram nesta época.
O Goma, em parceria com o Fiesta Intruders - que acaba de completar dois anos - trouxe à Uberlândia na noite da última quinta-feira, no Fever Bar, a banda californiana The Blank Tapes e a estréia dos uberlandenses do Poeira de Estrela, além do DJ Set do Yan Hayashi e Photoset do Hick Duarte. A noite começou com Yan, do Fiesta, animando quem já estava no bar e, logo depois, era a vez da banda Poeira de Estrela subir ao palco para começar o que seria a primeira apresentação do grupo. Rafael Vaz, Guilherme Cunha, Sérgio Filho e Getúlio Ribeiro trouxeram ao Fever letras bem feitas e influências do indie, folk, rock psicodélico e até do trip-hop, e foram muito bem recebidos pelo público que já lotava o lugar.
Depois do show, conversamos com o Rafael, que nos contou um pouco sobre a formação da banda. Todos os integrantes do Poeira de Estrela já têm experiência com música, e se reuniram esse ano para colocar o projeto em ação, que já havia sido adiantado por Rafael. Atualmente, a banda está trabalhando em seu primeiro EP, que deve ser lançado em breve. Depois do primeiro show, a programação seguiu com a discotecagem do Yan, e logo o The Blank Tapes estava no palco. A apresentação começou com um clima bem intimista, quase acústico e, com apenas três integrantes no palco, a banda surpreendeu o público que logo se entregava ao ritmo gostoso do folk e da voz macia de Matt Adams. Entre as músicas do repertório, o californiano cantou as já conhecidas “Listen To The One” e “Long Ago”, além de músicas dos últimos discos, agradando que foi com a intenção de ouvir música boa.
Depois do show, entrevistamos Matt, que disse gostar de tocar no Brasil. É a segunda vez que o californiano faz uma tour por esses lados, mas, esse ano, ele vem com shows diferentes, assim como a formação da banda. O show dessa quinta contou com a participação de dois brasileiros no palco, e seguiu uma linha bem mais acústica que da última vez que Matt tocou em Uberlândia, no finado Espaço Goma. O The Blank Tapes está prestes a lançar um novo disco, que foi recentemente gravado em São Paulo, e ainda se apresenta nas cidades abaixo:
Na noite da última sexta, aconteceu mais uma Noite Fora do Eixo em Uberlândia, no Fever Bar, dessa vez com os shows das bandas Venosa, de Uberlândia, Pez, da Argentina e Macaco Bong, de Cuiabá. Depois do show da Venosa e de mais um pouquinho de discotecagem da Luiza Guedes, do Goma DJ Set, os argentinos do Pez já trataram de subir ao palco, passaram o som brincando com as músicas que a Luiza tocava e logo começavam a apresentação, com muita energia, guitarras ruidosas e competência.
Enquanto o Pez tocava, entrevistamos Bruno e Ynaiã, do Macaco Bong, no friozinho da noite de Uberlândia. Quando perguntados, eles disseram que gostam muito de tocar por aqui, e que já são velhos conhecidos do Coletivo Goma. Comentaram sobre as oportunidades de circulação que a banda já teve devido, principalmente, à rede Fora do Eixo, tocando por todo o país e também lá fora, onde costumam ser bem recebidos. Eles participaram do VMB na noite anterior, em um show de abertura ao lado de Nação Zumbi, Emicida e Guizado, data em que lançaram um EP com três faixas de textura um pouco diferente das demais músicas que gravaram, que darão origem a um disco a ser lançado logo em breve.
A apresentação roqueira do Pez foi breve, porém muito energética, e impressionou quem ainda não havia escutado os argentinos em ação. Conversamos com eles logo depois, que contaram que não conhecem muitas bandas da cena alternativa brasileira, mas que os rapazes do Macaco Bong, que circularam com o Pez em turnê na Argentina, já trataram de apresentar alguns nomes a eles. Os hermanos também comentaram sobre as dificuldades de circulação das bandas no país deles, por falta de recursos e até apoio. O Pez trabalha de forma completamente independente, já tem mais de quinze anos de formação e acabou de lançar o décimo quinto disco da banda.
Os argentinos mal saíram do palco e o Macaco Bong já estava a postos para começar o show mais esperado. Quem resistiu ao frio e sono no final da noite não se arrependeu, o rock instrumental e certeiro dos cuiabanos tomou conta do lugar e animou ainda mais o público, que não conseguiu resistir e balançou as cabeças no ritmo das músicas até o final do show.
As duas bandas acabaram de chegar de uma turnê na Argentina, e a noite dessa sexta foi a primeira parada da turnê no Brasil, que ainda se estende por cidades de São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e Minas.
Pela primeira vez, a banda paranaense Nevilton veio tocar em Uberlândia, em mais uma Noite Fora do Eixo realizada pelo Goma. O show faz parte da turnê Nevilt'on The Road, que rodou algumas cidades de Minas e Goiás e foi realizada em parceria com a Agência Fora do Eixo.
Em plena quarta-feira, o movimento era tímido no Fever Bar, nada que impedisse a ótima noite que estava por vir. Depois da discotecagem do Hick, o trio ocupou seu lugar no palco, mais iluminado que o de costume, e já mandou uma das músicas conhecidas do público, que já tinha se concentrado em frente ao palco. Quem estava presente ia se rendendo à simpatia dos rapazes, que fizeram um show energético e muito divertido.
Entre músicas já conhecidas e outras que fariam parte do disco novo, o Nevilton fez mais uma apresentação memorável, que rendeu um pedido de bis ao final, quando a banda tocou a bonitinha "Young Folks", cover da banda sueca Peter Bjorn & John, com direito a assovio e tudo. Se alguém ainda não tinha se convencido nas primeiras músicas, provavelmente já tinha mudado de ideia até o final do show.
Depois da apresentação conversei com o trio, sempre muito gentil, e falamos um pouco sobre a noite e os planos e experiências da banda. Nevilton (vocalista) e Tiago “Lobão” (baixo, vocais) passaram uma temporada em Los Angeles antes de começar a banda, e comentaram como a experiência foi boa. Lá, eles acompanharam de perto a dinâmica de shows pequenos e grandes, conhecendo toda a estrutura de perto, e voltaram cheios de ideias, quando decidiram trabalhar nas composições do Nevilton.
Os rapazes também comentaram que o primeiro álbum da banda, sucessor do EP Pressuposto, será lançado em pouco tempo e terá quatorze faixas, entre elas algumas já conhecidas, e, enquanto isso, a banda continua circulando pelo país. Ao final da conversa, eles agradeceram a hospitalidade mineira e disseram que esperam voltar em breve.
Mais uma noite de rock terminava e deixava aquele sentimento de “- mas já?” em quem estava ávido para ver a banda ao vivo, mas a espera valeu a pena. O Goma tem movimentado bastante a cena independente na cidade, sempre com shows imperdíveis, e é nesse ritmo que a gente segue para os próximos shows. Quem quiser ver mais fotos da noite feitas pelo Hick, é só entrar aqui no site do Fiestaintruders.
Ontem foi a vez do Goma trazer as bandas Autoramas e Perrosky para animar o público uberlandense, dessa vez no London Pub, show que faz parte da Panamericana Rock Tour, realizada pelo Fora do Eixo. Os cariocas do Autoramas e a dupla chilena Perrosky irão percorrer algumas cidades nos estados de Goiás, São Paulo, Minas, Rio de Janeiro, Paraná e no Distrito Federal, sendo que Uberlândia foi a segunda parada dessa galera.
A noite começou com o Perrosky no palco, que impressionou pela qualidade do som que, mesmo vindo de uma dupla, parecia sair de uma banda inteira. As músicas são uma mistura de rockabilly, blues, country e influências da música chilena. Enquanto Álvaro tomava conta da bateria e ajudava nos vocais, seu irmão Alejandro cantava, tocava gaita e duas guitarras, que ele revezava de acordo com a música. O público foi se animando aos poucos e, no meio do show, já estava concentrado na frente do palco, ensaiando passinhos da forma mais divertida imaginável.
Depois da apresentação, conversei um pouco com o Álvaro, que comentou o quanto está sendo bacana a turnê no Brasil, junto com o Autoramas, que a dupla já conhecia há tempos. O Perrosky já rodou por vários países, se apresentou em festivais como o Primavera Sound, em Barcelona, junto a bandas como Pulp e The National, e Goiânia Noise Rock Festival, além de ter rodado outros países e gravado o disco Tostado, lançado ano passado, em Nova York. Ele ainda falou um pouco sobre a já consolidada cena musical chilena, que já oferece grandes festivais, como o Lollapaloza, que virá para o Brasil no ano que vem. Terminamos a conversa e Álvaro agradeceu e elogiou o público que compareceu ao show.
Pouco tempo depois, Gabriel Thomaz, Bacalhau e Flávia Couri já estavam no palco com o rock contagiante do Autoramas. O show já começa animado, e o trio toca algumas das músicas mais conhecidas da banda, sem esquecer de “I Saw You Saying”, música de Gabriel, lançada pelo Raimundos, que fez todo mundo balançar ao menos a cabeça e cantar o refrão. O barulho das guitarras, que marcam o estilo da banda, garantiu muito rrrrrrrock e diversão a noite toda.
Tive uma conversa rápida com o Thomaz, depois que a fila de autógrafos na porta do camarim já tinha se dissipado. Ele comentou que o Autoramas gosta bastante de tocar por aqui, e que a noite tinha sido bem legal. Perguntei sobre o próximo disco da banda, Música Crocante, que está sendo produzido através do financiamento dos fãs, ele disse que a ideia veio de algumas bandas que estavam fazendo shows a partir da ajuda dos fãs, no Rio de Janeiro, e que o projeto vem dado certo.
E assim acaba mais uma noite de música boa em Uberlândia. E quem quiser conferir o show das duas bandas, fica esperto que até agosto eles ainda passam por várias cidades brasileiras.
Na última sexta, Uberlândia recebeu, por intermédio do Coletivo Goma e do Fora do Eixo, a turnê das bandas goianas Black Drawing Chalks e Hellbenders, que acabaram de passar por algumas cidades de São Paulo e também por BH.
O local era o Fever Bar, que vem recebendo várias bandas bacanas ultimamente. Era meia-noite, o bar já estava bem cheio e o Hick Duarte já havia tomado conta da discotecagem. Pouco tempo depois, o Hellbenders já estava subindo ao palco, enquanto o Hick passava de DJ para fotógrafo em segundos.
O show começa e todos parecem animados com o som pesado da banda, que entre músicas conhecidas e novas, faz um show excelente. Riffs estridentes e velozes dão o tom, acompanhados por vocais alternados e energéticos, que competem amigavelmente com o peso dos outros instrumentos. Enquanto a banda tocava, imagens do próprio show eram projetadas em cima dos rapazes e, entre uma música e outra, os gritos e aplausos pareciam sempre inevitáveis.
Depois de mais um show memorável do Hellbenders em Uberlândia, era a vez do Black Drawing Chalks, já conhecido na cidade, tomar seu lugar no palco e garantir mais diversão às pessoas que estavam lá. As guitarras sujas e o vocal característico da banda logo tomaram conta do lugar, era impossível não balançar pelo menos o pé no ritmo acelerado das músicas. O peso e qualidade do som era proporcional aos aplausos no final de cada faixa. As imagens do show e de clipes continuavam sendo projetadas no palco, que logo estava abrigando os membros das duas bandas – nada muito inusitado, diante da presença de um berrante no palco há poucos minutos.
A apresentação acaba, depois de um merecido pedido de bis atendido, às 4 horas da manhã. A satisfação era geral, todo mundo ia pra casa com os ouvidos zunindo de rock do bom.
Nesse intervalo, aproveitei para conversar com as bandas e saber um pouco mais sobre as novidades e impressões dos rapazes de Goiânia. Falei com o Renato, guitarrista do Black Drawing, ele comentou que Minas e São Paulo são sempre lugares bacanas, em que eles gostam muito de tocar e que essa tinha sido mais uma ótima noite. Antes da turnê, eles estavam no Reino Unido, onde tocaram em quatro cidades e dois festivais - o The Great Escape Festival, em Bringhton, e no Liverpool Sound City Festival. O Renato comentou, ainda, que eles tiveram uma recepção muito bacana lá fora, e que foi uma experiência muito boa para o Black Drawing Chalks, que deve entrar em estúdio no começo de 2012 para gravar o próximo disco de inéditas.
Também conversei com o Rodrigo, baterista do Hellbenders. Ele disse que a banda sempre gosta de tocar por esses lados, e que essa sexta foi mais uma noite em que Uberlândia recebeu a banda muito bem. O Hellbenders, que já está circulando bastante por aí, deve entrar em estúdio ainda esse ano para gravar o primeiro álbum da banda, e esperamos recebê-los de volta em breve!
Durante a turnê, foram gravadas várias imagens dos shows, dos bastidores e da estrada, que foram editadas para fazerem parte do vídeo de "Leaving Home", faixa do segundo disco do Black Drawing Chalks. O vídeo conta com imagens das duas bandas e foi integralmente filmado por um iPad.
Foram dois shows que, como o Hick disse, contrariam qualquer um que encha o peito para dizer que o rock nacional já morreu. Não morreu não, tá aí a prova!
"Pois é", confesso que por um momento, fortemente, me bateu àquela saudade de uma das melhores bandas nacionais que a minha geração teve a sorte de ter. O segundo álbum do Camelo já demonstra uma evolução em relação ao primeiro, é bom, mas ainda não consegue passar disso. Ele ainda não descobriu a fórmula para tornar excelente o seu trabalho solo.
Ainda ontem, comentava com uns amigos durante o show dele no Sesc Santo André – SP. “O show é bom, a música é boa, não passa disso”; sem contar que os Metais e o Hurtmold tornam o show ainda melhor. O primeiro álbum foi singular, este segundo já apresenta características para se ter sempre presentes numa banda.
As pessoas cantaram as canções do Sou e algumas do Toque Dela, mas inevitavelmente o público foi à loucura com músicas como "Pois É", "Morena" e "Além do Que Se Vê", esta última, o ápice do show no bis. Não sei até que ponto esse hiato poderá durar, mas acredito que hoje, o próprio Marcelo Camelo reconheça que não conseguiu fazer algo melhor em carreira solo.
Além do prato de comida nordestina, forte, porém delicioso, Jabá é o termo dado à cobrança que as rádios fazem com os artistas, para que as músicas dos respectivos toquem em suas programações.
Não se sabe ao certo quando deu início esta prática, nem com quem começou. Muitos dizem que o termo surgiu de uma frase de um apaixonado pelo prato nordestino “O jabá do almoço de hoje está garantido.”
Em 2006 a Câmara dos Deputados do Brasil condenou esta prática, penas que variam entre multas ou mesmo detenção foram criadas, porém todos nós sabemos que de fato, o Jabá ainda é cobrado. E as punições?
O que vimos nos últimos anos foi a descaracterização das rádios no Brasil, atualmente as rádios possuem listas de 10/15 músicas que ficam tocando o dia inteiro. Tive a experiência de ouvir a mesma música em uma estação outro dia em um intervalo de 2 horas. E com toda certeza não era uma das minhas favoritas.
O tiro saiu pela culatra, as gravadoras meio que dominaram as rádios, as rádios perderam sua identidade e seus fãs, os fãs deixaram de lado o hábito de ouvir rádio e consequentemente perderam o interessem em comprar CDs, as gravadoras deixaram de ganhar com venda de CDs e o que se viu nesta última década foi um crescimento absurdo de downloads e pirataria na web¹.
(Bons eram os tempos em que ligávamos nas rádios e ouvíamos as músicas que pedíamos ou aguardávamos alguma novidade bacana...)
O DJ acabou perdendo total função nas rádios, ficando à mercê de superiores que decidem o que vai e não vai para a programação.
Mas parece que começa a surgir uma Luz no fim do túnel. Emm São Paulo, há quase um ano, foi criado um programa chamado “Segunda-feira sem lei”, que conta com Pitty, Daniel (baterista do NX Zero) e Beto Bruno (Cachorro Grande). Um programa em que eles tocam o que querem e ainda tem uma seção chamada “Aposta”, opção bacana para bandas independentes. É pouco, mas visto que não temos absolutamente nada, já é algo que representa uma mudança que a nossa geração poderá acompanhar.
1 - Observação: não atingiu apenas a indústria fonográfica.
O Festival Jambolada já está chegando e os preparativos estão a mil! Pra quem ainda não sabe, o festival acontece nos dias 15, 16 e 17 de outubro, em Uberlândia, e nomes como Otto, Vanguart, Matanza e Copacabana Club, além de muitos outros, subirão aos palcos.
O MIU fará a cobertura oficial do festival, então mesmo quem não puder vir assistir de perto todas as bandas, vai poder acompanhar a cobertura em tempo real, através de fotos e do live streaming, ficando por dentro de tudo que rolar no Jambolada.
Fiquem de olho no site do Jambolada e do MIU, e sigam a gente também no twitter, @Jambolada e @portalMIU, todas as novidades serão postadas lá, e é nesses endereços que a cobertura vai rolar!
A programação completa pode ser acessada nesse endereço, junto com algumas outras informações do festival. No mais, aproveitem essa semana para escutar as bandas que tocam no Jambolada e entrar no clima!
É, parece que a terceira edição do Festival Goma foi um sucesso! Bandas ótimas, apresentações brilhantes e o público uberlandense muito animado. Como não poderia deixar de ser, o pessoal do MIU ficou ligado em tudo que aconteceu, e registrou cada minuto do que rolava de bacana no festival. Mas nosso trabalho está só na metade, nesse período pós-festival ainda temos muita coisa pra fazer, editando todo o material, produzindo textos e publicando tudo no nosso portal.
Durante os shows, entrevistei algumas bandas, tirei bastante fotos e filmei algumas apresentações. Tudo na base do amadorismo, afinal de contas eu faço é Direito haha... Quem quiser ver as fotos, estão disponíveis no meu Flickr e os vídeos que gravei já estão no meu canal do YouTube!
No Portal MIU já disponibilizamos muita coisa. O Folhetim Baticum, que cobriu o evento em parceria com o MIU, publicou três vídeos com o resumo do que foi cada noite, com imagens de todos os shows e das entrevistas que fizemos com as bandas. Além dos vídeos, também é possível conferir alguns textos, lembrando que ainda postaremos muito conteúdo!
E só pra passar vontade em quem não pode ir, está aí uma das minhas apresentações preferidas da noite de sábado: Velhos e Usados cantando a música "Meio Céu", primeira faixa do álbum Híbrido.
Hoje começa o tão esperado 3º Festival Goma de Música Independente, aqui em Uberlândia. O festival contará com a apresentação de várias atrações, desde bandas locais, como a Esquiva e a Perverse, até artistas já consagrados, como Bnegão e Dead Fish. O festival vai até o dia 28, e o MIU realizará a cobertura, de forma colaborativa, atráves de várias mídias, disponibilizando, inclusive, conteúdo em tempo real. Ontem fizemos a última reunião para decidir as frentes em que cada colaborador irá atuar. Entrevistas, fotos, vídeos, enquanto o festival acontece o pessoal do MIU estará registrando tudo.
O conteúdo será disponibilizado no Portal MIU posteriormente, e também vai rolar conteúdo em tempo real, sendo o principal a exibição do festival, ao vivo, através do streaming. Esperamos todos lá, mas quem não puder ir, fique ligado no @FestivalGoma e no Portal MIU!
Recebi essa semana um convite para participar do MIU (Mídias Integradas Uberlandenses), que nasceu quando o pessoal do Goma, junto com um monte de gente bacana, conduziu a cobertura do Grito Rock aqui em Uberlândia. O grupo, de forma colaborativa, utilizou dos vários meios disponíveis para realizar a cobertura do festival: foto, texto e vídeo, conteúdo que foi disponibilizado na internet.
A cobertura aconteceu durante toda a noite. Foram tiradas fotos dos shows e da galera que assistia, e ao passo que as bandas foram se apresentando rolava entrevista com cada uma. Eu fiquei por conta da cobertura em tempo real pelo twitter do Goma e também acompanhei a entrevista de duas das bandas.
Foi muito legal poder ver de perto como a galera do MIU trabalha e o que acontece nos bastidores de tudo! O Goma é um espaço que vem trazendo, cada vez mais, a cultura independente para a cidade, e o MIU vem para contribuir com a divulgação e o crescimento desse espaço, promovendo sempre os projetos e iniciativas de várias áreas artísticas, principalmente da música.
"O Goma é um espaço para se repensar a cadeia produtiva da cultura, introduzindo uma lógica cooperativa e criativa, superando modelos marcados pela competição e pela repetição."
Queria agradecer a todos que me receberam, muito bem por sinal, lá no Goma: Bianca, Hick, Victor, Jamile, Francesca, Ávner e principalmente o Tassio, que foi quem me fez o convite. Valeu galera!